terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Jorge? Jesus!



Ouviram já, com certeza, falar em missões impossíveis, ou em missões quase impossíveis. Seja pelas tão conhecidas longas-metragens "Hoolywoodescas" em que Tom Cruise se afirmava como figura principal ou seja ao longo da vida, no dia-a-dia, no trabalho, na escola. Muitos são os casos em que nos deparamos com este tipo de missões contrariando o tão conceituado slogan da NIKE "Impossible is nothing".

Uma destas missões seria, sem pensar muito, uma assessoria de imagem a Jorge Jesus, treinador da equipa de futebol do S.L. Benfica. É caso para dizer que Burro velho não aprende línguas. Senão, atentemos aos factos. Jorge Jesus é um senhor com uma imagem gasta, não só pela vestimenta que cola ao corpo, que se não é sempre a mesma, é pelo menos sempre muito parecida. Fato preto e camisa branca, não dando para perceber exatamente o que traz calçado (continuo a rezar para que as meias não sejam brancas). 

Esse senhor, um confesso homicida da língua portuguesa, além de velho é teimoso.
Como pode alguém que viveu sempre na sombra, em cadeiras de equipas sem grande estatuto no futebol português, pegar numa equipa como o Benfica, ser campeão na primeira época e mesmo assim ser fortemente gozado por todos os adeptos do futebol nacional? Supostamente, não haveria motivos para isso. Supostamente! Mas desde o primeiro dia que a sua arrogância para com equipas adversárias, árbitros e outros agentes desportivos fizeram com que Jesus se transformasse quase instantaneamente em motivo de gozo e "alimento" dos adeptos adversários para satisfação pessoal, sendo facilmente audível da boca destes adeptos e outros para os seus homólogos benfiquistas: "até podes ser campeão, mas o teu treinador é um cepo".

Jesus, um homem que percebe efetivamente de futebol, deveria ter os seus adeptos do seu lado. O Benfica tem um futebol atrativo, o Benfica tem um plantel com uma qualidade inegável. Então, supostamente, todos os benfiquistas deveriam remar para o mesmo lado. Supostamente!

Jesus, não sabe falar, e as suas constantes investidas nas conferências de imprensa fazer qualquer benfiquista corar de vergonha e qualquer adversário chorar, de tanto rir.

É o futebol dividido em duas eras: AJ e DJ (antes de Jesus e depois de Jesus). Se antes era Chelsea, agora é Celse. Se antes era Newcastle, agora é Newcasten. A Premiership ( primeira liga inglesa de futebol) passou agora a ser a Premer Shipin'. Tudo isto, aliado a uma imagem estabalhoada, descuidada, com um ar cada vez mais desgastado e com uma visível falta de chá no que toca às relações inter e intra pessoais, Jorge Jesus é a versão portuguesa do macho latino, o macho lateiro. Não tem vocabulário, nem capacidade nem miolos para explicar o que sabe. Se nem Português sabe falar, imagine-se sérvio. Claro que assim, para qualquer benfiquista que se preze e que siga atentamente o seu clube, fica difícil de "acarditar" num Benfica vencedor da Champions como este senhor tanto apregoa e tanto deseja.


Texto da autoria de Bernardo Andrade



quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Rios- Festival Internacional de Cinema e Transmédia


Pots, Pans and other solutions: Uma reflexão sobre o documentário de Miguel Marques, acerca dos novos movimentos sociais na Islândia.


Examinando a pequena ilha com grandes ideias de democracia directa, o documentário “   ” (Tachos, panelas e Outras Soluções), conta a história da reacção da Islândia à crise financeira. Idealizado e concebido pelo português Miguel Marques, este documentário conta com a intervenção de alguns activistas que explicam por que razões deixaram de confiar no sistema político.

O documentário explica um conjunto de problemas que a democracia capitalista e imperialista que governava a Islândia desencadeou. A falta de humanidade nas politicas islandesas eram uma constante. Enquanto os bancos tinham uma frequente injecção de capital (dinheiro este, vindo do povo e seus impostos), os islandeses passavam fome e faziam sacrifícios para sustentar a obesidade capitalista do sistema governativo. Este sistema corrupto, apoiado pelas políticas de austeridade imperadas pelo FMI (Fundo Monetário Internacional), acabaram por se auto-colapsar desencadeando uma revolta geral do povo.

Mergulhada numa crise económica, semelhante à que Portugal vive, a Islândia acabou por saturar os sacrifícios feitos para interesses próprios e em vez de ajudar os banqueiros que faliram o país, decidiram prendê-los. Para isso o povo uniu-se, criou o Movimento Cívico, tirou os políticos do poder, realizou uma constituinte popular, questionou o modelo representativo viciado, as medidas de ajustes fiscais impostas pelo FMI e Banco Mundial e a corrupção que dominava o país a favor dos bancos. Desta forma criou a designada Democracia Directa.

Este documentário mostra um exemplo de luta à corrupção e de luta pelo humanismo. Neste sistema de corrupção é mais fácil viver sendo um simples banqueiro que ser o trabalhador dedicado. De facto todo o comércio deveria começar a usar a palavra “banco” no seu nome, assim “o talho do banco do lombo”, um restaurante com nome “Banco o Bife do carvalho”, poderia também obter uns milhões de injecção no seu capital. O negócio de vender dinheiro barato, por dinheiro caro, parece algo demasiadamente complexo para a grande parte dos bancos, felizmente, são amigos do patrão e lá recebem o prémio de empregado do mês.  Por quanto mais tempo durará esta política de menos pão e mais impostos? Enquanto isso por cada piada que contamos com o Estado, o Estado cria uma piada com o nosso dinheiro. Só que ao que parece, isso ainda não nos incomoda... muito pelo menos.
 
autor: Jorge Skisko