Ouviram já, com certeza, falar em missões impossíveis, ou em
missões quase impossíveis. Seja pelas tão conhecidas longas-metragens "Hoolywoodescas" em que Tom Cruise
se afirmava como figura principal ou seja ao longo da vida, no dia-a-dia, no
trabalho, na escola. Muitos são os casos em que nos deparamos com este tipo de
missões contrariando o tão conceituado slogan
da NIKE "Impossible is nothing".
Uma destas missões seria, sem pensar muito, uma assessoria de
imagem a Jorge Jesus, treinador da equipa de futebol do S.L. Benfica. É caso
para dizer que Burro velho não aprende línguas. Senão, atentemos aos factos.
Jorge Jesus é um senhor com uma imagem gasta, não só pela vestimenta que cola
ao corpo, que se não é sempre a mesma, é pelo menos sempre muito parecida. Fato
preto e camisa branca, não dando para perceber exatamente o que traz calçado
(continuo a rezar para que as meias não sejam brancas).
Esse senhor, um
confesso homicida da língua portuguesa, além de velho é teimoso.
Como pode alguém que viveu sempre na sombra, em cadeiras de
equipas sem grande estatuto no futebol português, pegar numa equipa como o
Benfica, ser campeão na primeira época e mesmo assim ser fortemente gozado por
todos os adeptos do futebol nacional? Supostamente, não haveria motivos para
isso. Supostamente! Mas desde o primeiro dia que a sua arrogância para com
equipas adversárias, árbitros e outros agentes desportivos fizeram com que
Jesus se transformasse quase instantaneamente em motivo de gozo e
"alimento" dos adeptos adversários para satisfação pessoal, sendo
facilmente audível da boca destes adeptos e outros para os seus homólogos
benfiquistas: "até podes ser campeão, mas o teu treinador é um
cepo".
Jesus, um homem que percebe efetivamente de futebol, deveria
ter os seus adeptos do seu lado. O Benfica tem um futebol atrativo, o Benfica
tem um plantel com uma qualidade inegável. Então, supostamente, todos os
benfiquistas deveriam remar para o mesmo lado. Supostamente!
Jesus, não sabe falar, e as suas constantes investidas nas
conferências de imprensa fazer qualquer benfiquista corar de vergonha e
qualquer adversário chorar, de tanto rir.
É o futebol dividido em duas eras: AJ e DJ (antes de Jesus e
depois de Jesus). Se antes era Chelsea, agora é Celse. Se antes era Newcastle,
agora é Newcasten. A Premiership ( primeira liga inglesa de futebol) passou
agora a ser a Premer Shipin'. Tudo isto, aliado a uma imagem estabalhoada,
descuidada, com um ar cada vez mais desgastado e com uma visível falta de chá
no que toca às relações inter e intra pessoais, Jorge Jesus é a versão
portuguesa do macho latino, o macho lateiro. Não tem vocabulário, nem
capacidade nem miolos para explicar o que sabe. Se nem Português sabe falar,
imagine-se sérvio. Claro que assim, para qualquer benfiquista que se preze e
que siga atentamente o seu clube, fica difícil de "acarditar" num
Benfica vencedor da Champions como
este senhor tanto apregoa e tanto deseja.
Texto da autoria de Bernardo Andrade

