Pots, Pans and other solutions: Uma reflexão sobre o documentário de Miguel Marques, acerca dos novos movimentos sociais na Islândia.
Examinando a pequena ilha com
grandes ideias de democracia directa, o documentário “ ” (Tachos, panelas e Outras Soluções), conta
a história da reacção da Islândia à crise financeira. Idealizado e concebido
pelo português Miguel Marques, este documentário conta com a intervenção de
alguns activistas que explicam por que razões deixaram de confiar no sistema
político.
O documentário explica um conjunto
de problemas que a democracia capitalista e imperialista que governava a
Islândia desencadeou. A falta de humanidade nas politicas islandesas eram uma
constante. Enquanto os bancos tinham uma frequente injecção de capital
(dinheiro este, vindo do povo e seus impostos), os islandeses passavam fome e
faziam sacrifícios para sustentar a obesidade capitalista do sistema
governativo. Este sistema corrupto, apoiado pelas políticas de austeridade
imperadas pelo FMI (Fundo Monetário Internacional), acabaram por se
auto-colapsar desencadeando uma revolta geral do povo.
Mergulhada numa crise económica,
semelhante à que Portugal vive, a Islândia acabou por saturar os sacrifícios
feitos para interesses próprios e em vez de ajudar os banqueiros que faliram o
país, decidiram prendê-los. Para isso o povo uniu-se, criou o Movimento Cívico,
tirou os políticos do poder, realizou uma constituinte popular, questionou o
modelo representativo viciado, as medidas de ajustes fiscais impostas pelo FMI
e Banco Mundial e a corrupção que dominava o país a favor dos bancos. Desta
forma criou a designada Democracia Directa.
Este documentário mostra um
exemplo de luta à corrupção e de luta pelo humanismo. Neste sistema de
corrupção é mais fácil viver sendo um simples banqueiro que ser o trabalhador
dedicado. De facto todo o comércio deveria começar a usar a palavra “banco” no
seu nome, assim “o talho do banco do lombo”, um restaurante com nome “Banco o
Bife do carvalho”, poderia também obter uns milhões de injecção no seu capital.
O negócio de vender dinheiro barato, por dinheiro caro, parece algo
demasiadamente complexo para a grande parte dos bancos, felizmente, são amigos
do patrão e lá recebem o prémio de empregado do mês. Por quanto mais tempo durará esta política de
menos pão e mais impostos? Enquanto isso por cada piada que contamos com o
Estado, o Estado cria uma piada com o nosso dinheiro. Só que ao que parece,
isso ainda não nos incomoda... muito pelo menos.
autor: Jorge Skisko
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